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15 de setembro de 2026Sérgio Ribeiro
Redação Paiquerê
A greve dos trabalhadores dos Correios continua por tempo indeterminado e ainda não tem previsão de encerramento. A paralisação começou na última sexta-feira (11), após a categoria rejeitar, em assembleias, a proposta apresentada pela empresa durante as negociações do novo Acordo Coletivo de Trabalho.
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão a manutenção de direitos já conquistados, avanços nas negociações salariais e garantias relacionadas ao plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes. Os sindicatos também contestam mudanças que, segundo a categoria, podem aumentar a participação dos funcionários nos custos do benefício.
Em meio à paralisação, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que pelo menos 80% do efetivo permaneça trabalhando em cada unidade considerada essencial. O tribunal marcou para 21 de setembro o julgamento do dissídio coletivo, segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Paraná (Sindicon).
Em Londrina, a categoria também aderiu ao movimento. O diretor de Comunicação do Sindicon, Diego Aparecido da Silva, afirmou que os trabalhadores esperam avanços nas negociações e apontou o plano de saúde e a manutenção dos direitos previstos no acordo coletivo como os principais pontos de discordância com a empresa.
Segundo o sindicato, a paralisação já provoca preocupação com a distribuição de cartas e encomendas. A entidade afirma que portões de unidades importantes em diferentes estados foram fechados por grevistas, incluindo o complexo João Negrão, em Curitiba, o que pode aumentar os atrasos nas entregas.
Os Correios, por outro lado, informam que as agências permanecem abertas e que medidas estão sendo adotadas para reduzir os impactos da greve. Entre as ações estão o remanejamento de funcionários e veículos e a realização de mutirões para manter as operações.
A empresa também afirma que a proposta apresentada preserva a maior parte das cláusulas do acordo coletivo anterior e prevê reajustes vinculados ao índice de inflação.
A greve segue sem data para terminar. A expectativa agora está concentrada na continuidade das negociações e no julgamento do dissídio coletivo pelo TST, marcado para o dia 21 de setembro.




