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Redação Paiquerê
O início das obras do Viaduto da Estrada da Esperança, em Cambé, ganhou um novo entrave burocrático. Uma reunião realizada nesta terça-feira (16) entre a Prefeitura de Cambé, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e a concessionária EPR teve como objetivo buscar uma solução para as pendências técnicas que ainda impedem o avanço do projeto.
O viaduto será construído sobre a BR-369, no cruzamento com a Avenida da Esperança. O empreendimento já passou por etapas de análise e aprovação, e o Governo do Paraná abriu a licitação para a obra. Em março deste ano, o consórcio vencedor foi confirmado para executar o projeto, orçado em R$ 25,7 milhões.
O novo impasse envolve o plano de segurança viária. A EPR, responsável pela administração da BR-369 no trecho, analisou o projeto e solicitou complementações técnicas antes de autorizar o avanço do processo. Segundo a concessionária, as adequações precisam atender aos critérios estabelecidos pela ANTT.
O prefeito de Cambé, Conrado Scheller, participou da reunião com os órgãos envolvidos e afirmou que a intenção é encontrar uma solução sem a necessidade de refazer todo o projeto. A proposta é definir quais adequações serão necessárias e quem ficará responsável por executá-las.
“É tão complicado esse caminho burocrático. A gente quer que haja uma definição para que a ANTT possa liberar a obra”, afirmou o prefeito.
Questionado sobre o motivo de os estudos de segurança não terem sido concluídos de forma mais detalhada nas etapas anteriores, Scheller reconheceu que a EPR tem respaldo para fazer as exigências, uma vez que a concessionária é responsável pela segurança da rodovia durante a execução da intervenção.
“É aí que mora o problema. Temos um projeto que passou por todas essas etapas e um investimento de R$ 25 milhões, R$ 26 milhões. Não podemos agora voltar tudo para trás”, disse.
A preocupação da Prefeitura é que as exigências resultem na necessidade de uma reformulação significativa do projeto. Nesse cenário, seriam necessários novos estudos, análises e documentos, aumentando o tempo de tramitação e adiando o início da construção.
A administração municipal defende que as correções sejam feitas dentro do projeto já existente, com a inclusão das adequações necessárias para atender aos critérios de segurança. A obra é aguardada há anos e é considerada estratégica para a mobilidade na região.
Ainda não há uma data confirmada para o início dos trabalhos. Scheller também evitou estabelecer um prazo para o começo da obra em 2026. Segundo ele, a Prefeitura cumpriu sua parte, enquanto os recursos foram viabilizados pelo Governo do Paraná. Agora, a continuidade depende de um entendimento entre os órgãos responsáveis e a concessionária.
“Eu não consigo prometer. É preciso ter uma definição para começar a obra”, afirmou o prefeito.
A expectativa é que ANTT, DER e EPR definam as adequações necessárias e permitam que o projeto avance para a autorização definitiva, evitando a necessidade de uma nova tramitação completa e reduzindo o risco de novos atrasos.




