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24 de setembro de 2026Redação Paiquerê
A Polícia Civil de Apucarana investiga a morte de um menino de 8 anos atacado pelo cachorro da própria família dentro de uma residência no Residencial Viverti, em Apucarana, no Norte do Paraná. O caso aconteceu no início da tarde desta quinta-feira (24).
Segundo o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial, Marcus Felipe Rodrigues, ainda não é possível determinar o que provocou o comportamento do animal ou se houve alguma responsabilidade por parte dos responsáveis pela criança. A investigação está em fase inicial e deverá ouvir familiares, vizinhos e outras pessoas que possam contribuir para esclarecer as circunstâncias da morte.
De acordo com as informações levantadas inicialmente, o cachorro era mestiço com pitbull e estava com a família havia cerca de três meses. Os responsáveis relataram à polícia que o animal havia sido adotado ainda filhote e mantinha convivência considerada normal com as crianças e os demais animais da residência.
Uma das linhas de investigação é verificar se algum fator externo, como barulho, fogos de artifício ou outro tipo de estímulo, pode ter provocado a reação do cachorro. Até o momento, porém, não há confirmação sobre o que desencadeou o ataque.
O delegado informou que a criança sofreu ferimentos principalmente no rosto e no pescoço. Essas lesões, segundo a avaliação inicial, teriam provocado a morte.
Outras crianças estavam na casa
No momento do ataque, o menino não estava sozinho na residência. Também estavam no imóvel duas primas da vítima, de 13 e 5 anos. Os pais da criança haviam saído para trabalhar e, conforme as primeiras informações, havia ainda o apoio de uma avó que morava nas proximidades.
As duas outras crianças não ficaram feridas. Vizinhos perceberam a situação e entraram na residência para tentar socorrer o menino. Segundo as informações iniciais, o cachorro também avançou contra as pessoas que tentaram prestar auxílio.
Diante do risco de novos ataques, foi necessária uma intervenção que terminou com a morte do animal.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas o menino não resistiu aos ferimentos. A Guarda Municipal e a Polícia Militar também participaram do atendimento inicial.
Investigação
A residência foi isolada para o trabalho das equipes responsáveis pela perícia. A Polícia Civil acionou a Polícia Científica e o Instituto Médico-Legal (IML), que realizou os procedimentos relacionados ao corpo da vítima.
A investigação deverá apurar, entre outros pontos, as circunstâncias do ataque, a rotina do animal na residência e a eventual existência de fatores que possam ter desencadeado o comportamento agressivo.
Segundo Marcus Felipe Rodrigues, somente após a coleta dos depoimentos e demais elementos será possível avaliar se houve algum tipo de responsabilidade criminal. Entre as possibilidades que poderão ser analisadas estão homicídio culposo e abandono de incapaz.
Até o momento, no entanto, não há responsabilização definida. A Polícia Civil informou que todas as circunstâncias serão analisadas antes de qualquer conclusão jurídica sobre o caso.




