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Redação Paiquerê
O Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar) confirmou a existência de atrasos em pagamentos a médicos e prestadores de serviços que atuam na rede de atendimento. O consórcio atende os 21 municípios vinculados à 17ª Regional de Saúde.
Denúncias recebidas pelo Jornal da Manhã, da Rádio Paiquerê 91,7, apontaram que profissionais não teriam recebido pelos serviços prestados. Entre os relatos estão médicos e empresas responsáveis por procedimentos como exames de ressonância magnética, endoscopia, ultrassonografia e outras especialidades.
A situação chegou a gerar preocupação entre os profissionais, inclusive com relatos de médicos que poderiam deixar de realizar atendimentos.
Em entrevista à Paiquerê, o diretor executivo do Cismepar, Diego Búffalo, confirmou que existe um problema relacionado ao fluxo de pagamentos, mas afirmou que os municípios consorciados estão em dia com os repasses. Segundo ele, a principal dificuldade está no processo interno de faturamento do próprio consórcio.
De acordo com Búffalo, o Cismepar utiliza um sistema antigo, que não recebe manutenção desde 2017. Com isso, parte da análise do faturamento precisa ser realizada praticamente de forma manual, o que contribui para a demora no processamento dos pagamentos.
Outro ponto destacado pelo diretor é o prazo para o pagamento das consultas de especialidades. Segundo ele, existe um período de até 45 dias, contado a partir do encerramento do mês em que o serviço foi realizado. Por isso, parte das cobranças que está sendo processada atualmente ainda se encontra dentro do prazo previsto.
O Cismepar também recebeu reclamações envolvendo empresas contratadas para a realização de determinados serviços. Em alguns casos, médicos afirmaram não ter recebido das empresas os valores correspondentes aos atendimentos prestados, embora o consórcio já tivesse realizado o pagamento às contratadas.
Diante dessas situações, o Cismepar passou a solicitar declarações e documentos de médicos e empresas para verificar os repasses. Segundo Búffalo, algumas empresas também não encaminharam corretamente as informações solicitadas, o que contribuiu para segurar parte do processo.
Atualmente, o Cismepar atende cerca de quatro mil pessoas por mês, com aproximadamente 800 médicos envolvidos nos atendimentos.
Mesmo diante das dificuldades, o diretor afirma que a expectativa é zerar o faturamento pendente até aproximadamente 30 de outubro. A previsão é que os pagamentos sejam realizados em novembro e que, a partir de dezembro, o consórcio consiga trabalhar novamente dentro dos prazos estabelecidos.
Novo sistema
Segundo Diego Búffalo, o Cismepar também trabalha na implantação de uma nova plataforma para o processamento do faturamento. A expectativa é que o sistema agilize a análise dos serviços realizados e reduza o tempo necessário para a conferência dos pagamentos.
A nova plataforma deverá beneficiar médicos e também empresas que prestam serviços ao consórcio. Como exemplo, Búffalo cita uma empresa responsável por mais de 15 mil ultrassonografias por mês.
De acordo com o diretor, uma análise que atualmente pode levar de cinco a dez dias poderá ser concluída em poucos minutos com o novo sistema.
O Cismepar reforça que nenhum dos municípios consorciados está em atraso com os pagamentos e atribui as dificuldades enfrentadas atualmente a questões administrativas e ao processo interno de faturamento.
A expectativa do consórcio é que o fluxo de pagamentos esteja normalizado a partir de dezembro.




