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O motorista de um caminhão-tanque e o supervisor responsável por ele serão julgados pelo Tribunal do Júri em 28 de outubro, em Morretes, no Litoral do Paraná, pela colisão que matou seis pessoas e deixou outras 14 gravemente feridas na BR-277, em julho de 2016. Os dois foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por homicídios e lesões corporais.
O acidente ocorreu em 3 de julho de 2016, quando o caminhão-tanque carregado de etanol seguia no sentido Curitiba-Paranaguá. Segundo a denúncia, o veículo trafegava em alta velocidade, atingiu a mureta de proteção da rodovia, invadiu a pista contrária e colidiu com outros 11 veículos. Nove deles foram incendiados.
Laudos elaborados na época apontaram que o caminhão estava entre 116 e 132 km/h, acima do limite permitido para o trecho. Para o Ministério Público, o motorista e seu supervisor assumiram o risco de provocar o acidente e as consequências para as vítimas.
Processo também envolve crimes ambientais
Além da ação relacionada às mortes e aos ferimentos, o Ministério Público denunciou a empresa responsável pelo caminhão, o motorista e o supervisor por crimes ambientais. A acusação está relacionada ao derramamento de etanol, que teria contaminado o solo e a água e causado danos a uma área de preservação permanente às margens da rodovia.
Nesse processo, que ainda está em andamento e tem recursos pendentes de julgamento, o motorista foi condenado a um ano de detenção e 20 dias-multa, em regime aberto. A pena foi substituída por uma restritiva de direitos.
O supervisor, por sua vez, foi absolvido da acusação ambiental por insuficiência de provas, conforme decisão judicial.



