


Folga para exames e novas obrigações: o que muda na CLT com lei sancionada por Lula
14 de abril de 2026


Trio é preso com drogas e dinheiro em ponto conhecido de tráfico em Londrina
14 de abril de 2026Luis Fernando Wiltemburg
ExpoLondrina
A startup londrinense YHY Biotechnology lançou na segunda-feira (13) sua plataforma de peptídeos bioativos que combatem fungos e bactérias prejudiciais a lavouras de soja, sem afetar a fauna, flora e os seres humanos. Os cinco produtos foram apresentados no Smart Agro, na Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina.
A empresa foi apresentada pelas pesquisadoras Renata da Rosa, doutora em genética, e Nayara Okumoto, doutora em biologia molecular. Para uma plateia cheia de cientistas e representantes de empresas, expuseram o resultado de dez anos de pesquisa que levaram à criação do defensivo agrícola com biotecnologia.
A pesquisa das doutoras foca na agricultura de precisão, elaborando peptídeos (fragmentos de proteínas) manipulados geneticamente para atacar diretamente a membrana celular de bactérias e fungos, levando esses seres daninhos à morte. “Isso desencadeia uma resposta muito forte, específica e direcionada”, afirma da Rosa.
A biotecnologia já está presente nos mais diversos segmentos, como nas indústrias de cosmético e farmacêutica. Atualmente, os mais célebres são os medicamentos para o controle de diabetes, como Ozempic e Mounjaro, elaborados com peptídeos ativos e que mudaram o panorama do controle da doença.
Porém, o diferencial da HYH é o modo de produção: a manipulação dos peptídeos é praticamente toda feita em computadores. Utilizando modelagem molecular e bioinformática, as pesquisadoras conseguem simular a membrana do fungo e a ação das moléculas mutantes antes de submeter aos testes reais.
A produção da HYH é voltada para o mercado B2B, ou seja, criação de soluções para outras indústrias. O foco são os ramos do agronegócio, saúde e tecnologia. “Nós desenvolvemos a molécula bioativa, damos apoio na implementação e o parceiro escala o produto globalmente. Hoje, abrimos essa plataforma biotecnológica para parcerias estratégicas”, disse da Rosa.
Vinculada à Cocriago, hub de inovação especializada no agronegócio da SRP (Sociedade Rural do Paraná), a HYH decidiu fazer o lançamento durante a ExpoLondrina para prestigiar a parceria. “Não podíamos perder essa oportunidade. Além disso, a feira também atrai muito a atenção de todos os públicos”, afirma.
Efetividade e segurança
Segundo as pesquisadoras, os defensivos agrícolas bioativos são mais eficazes que os químicos e biológicos por atuarem focados na praga. Isso torna a eficácia maior, uma vez que a ação é concentrada. Os testes indicaram uma redução de até 70 % nas infecções por bactérias e fungos tratadas com as proteínas num prazo de 48 horas.
Além da eficácia, o ataque direto à membrana também diminui a criação de pragas mais potentes. “Com os defensivos tradicionais, as moléculas vão entrando nas células aos poucos, dando tempo para o organismo criar resistência. Atacando as membranas, não dá tempo para que desenvolvam uma reação”, explica da Rosa.
Por serem direcionadas a células específicas, as moléculas bioativas também não deixam resíduos, sendo mais seguras por não serem prejudiciais ao meio ambiente e ao ser humano. Além disso, a manipulação das moléculas facilita o processo de regulação, tornando o processo de patente mais veloz e permitindo patentear o produto final.




