


MP denuncia três policiais por operação sem autorização e suspeita de promoção eleitoral
20 de outubro de 2026


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20 de outubro de 2026Redação Paiquerê
O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou 15 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de estelionato conhecido como golpe do falso advogado, que causou prejuízo de R$ 1.971.826 a uma mulher de 80 anos, em Curitiba. Segundo a acusação, o grupo teria se passado por advogados e representantes do Banco Central e da Caixa Econômica Federal para convencer a vítima a transferir dinheiro.
De acordo com a denúncia da 4ª Promotoria de Justiça de Prevenção e Persecução Criminal de Curitiba, os suspeitos afirmavam que a idosa precisava pagar falsas custas processuais para liberar um crédito judicial de R$ 7 milhões, supostamente relacionado ao marido falecido.
A mulher foi enganada por meio de chamadas de vídeo e mensagens pelo WhatsApp e realizou diversas transferências bancárias, que somaram quase R$ 2 milhões.
Denúncia aponta movimentação de dinheiro entre contas
Conforme o Ministério Público, os 15 denunciados teriam cedido suas contas bancárias para receber os valores transferidos pela vítima. Em seguida, o dinheiro era rapidamente distribuído entre diferentes contas e instituições de pagamento, em uma tentativa de dificultar o rastreamento dos recursos.
O MPPR pediu à Justiça a conversão das prisões temporárias dos 15 denunciados em preventivas. A Promotoria argumenta que a medida é necessária diante da gravidade dos fatos, da atuação interestadual do grupo e para garantir a ordem pública.
O órgão também solicitou a manutenção das medidas de bloqueio e proteção patrimonial já autorizadas pela Justiça, com o objetivo de possibilitar a reparação dos prejuízos da vítima.
Além disso, requereu a abertura de um novo inquérito policial para identificar os supostos responsáveis intelectuais pelo golpe, que, segundo a investigação, mantinham contato direto com a idosa.
Fraude preocupa autoridades
O caso ocorre em meio à preocupação com o crescimento do golpe do falso advogado. Recentemente, representantes do Ministério Público se reuniram com a Ordem dos Advogados do Brasil, seção Paraná (OAB-PR), para discutir o avanço desse tipo de fraude no estado.
Nesse tipo de crime, os golpistas usam dados reais de processos judiciais, advogados e magistrados para dar credibilidade às abordagens e convencer as vítimas a realizar pagamentos indevidos.
A denúncia apresentada pelo MPPR ainda será analisada pela Justiça.




