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MP denuncia 15 pessoas por golpe do falso advogado que causou prejuízo de R$ 1,9 milhão a idosa
20 de outubro de 2026Redação Paiquerê
O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou três policiais civis por abuso de autoridade após uma operação realizada sem autorização oficial em março de 2024. Segundo a investigação, a diligência teria sido usada para promover pessoalmente os envolvidos e impulsionar suas imagens com fins eleitorais.
A denúncia foi apresentada em 11 de outubro pela 2ª Promotoria de Justiça de Prevenção e Persecução Criminal de Curitiba. Os denunciados são dois delegados e um agente de polícia judiciária. Na época da operação, um dos delegados exercia mandato de deputado estadual, enquanto os outros dois policiais estavam cedidos a gabinetes parlamentares na Assembleia Legislativa do Paraná e na Câmara dos Deputados.
De acordo com as apurações da Corregedoria da Polícia Civil, o grupo realizou, em 21 de março de 2024, uma diligência em uma residência no bairro Bacacheri, em Curitiba, sem comunicar formalmente a operação aos órgãos da corporação. A ação também não contou com equipe institucional ou apoio operacional.
Os policiais teriam utilizado um veículo particular equipado com sinalizador luminoso no painel e coletes balísticos com insígnias oficiais e distintivos da Polícia Civil do Paraná.
Ação foi transmitida pela televisão
Segundo o Ministério Público, a diligência foi acompanhada ao vivo por uma equipe de televisão e divulgada nos perfis pessoais dos denunciados nas redes sociais. Nas publicações, a ação foi associada à procura por um suspeito de mandar matar um advogado.
A ordem judicial que autorizava a diligência, no entanto, tinha outra finalidade: apurar o descumprimento de uma medida protetiva de urgência.
Na denúncia, o MPPR sustenta que os policiais utilizaram os cargos e a condição de agentes públicos para obter vantagem indevida por meio da exposição na televisão e nas redes sociais, com o objetivo de ampliar a projeção pessoal e obter benefícios eleitorais.
Além da acusação de abuso de autoridade, o deputado estadual e o agente de polícia judiciária também foram denunciados por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Denúncia ainda será analisada
A denúncia ainda não foi recebida pela Justiça. A 4ª Vara Criminal de Curitiba determinou que os três denunciados sejam notificados para apresentar resposta preliminar, conforme previsto no Código de Processo Penal.
A partir dessa etapa, o Judiciário analisará a denúncia e decidirá se a ação penal será instaurada. Até o momento, portanto, os policiais não se tornaram réus nesse processo.




