


Homem é preso após tentativa de furto em lojas de shopping
21 de julho de 2026


Homem morre em clínica de reabilitação e caso será investigado em Londrina
21 de julho de 2026Wilhan Santin
Redação Paiquerê
A Universidade Estadual de Londrina (UEL) desenvolve projeto cujo objetivo é assegurar a saúde e a qualidade dos peixes de água doce, sobretudo a tilápia. Presente em todas as regiões do Brasil e com expressivo potencial econômico, essa produção está sujeita a doenças e contaminação por bactérias.
O projeto intitulado: “Caracterização dos fatores determinantes de virulência relacionados a predileção patógeno hospedeiro nas diferentes espécies patogênicas para peixes do gênero edwardsiella e desenvolvimento de estratégias vacinais contra a edwardsielose”, coordenado pelo professor Ulisses de Pádua Pereira, do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva do Centro de Ciências Agrárias (CCA), pretende elucidar os fatores de virulência relacionados a infecções em determinados tipos de peixes, bem como explorar melhores estratégias vacinais que irão resultar proteção para peixes produzidos no país (tilápias e bagres nativos).
O cronograma de execução do projeto prevê um roteiro de 36 meses de produção, que ao final, espera contribuir com informações que levem a compreensão dos fatores de virulência destes patógenos (agente causador da doença), ao entendimento desta patogenia (em como o agente invade o organismo dos peixes e progride causando sintomas e até lesões), bem como, identificar a melhor estratégia vacinal a ser utilizada no controle da doença. O intuito é produzir e comercializar vacinas em grande escala em até cinco anos.
FÓRUM DO AGRONEGÓCIO
Estão abertas as inscrições para a sétima edição do Fórum do Agronegócio, que será realizado pela Sociedade Rural do Paraná, no dia 3 de setembro, no Parque Ney Braga Eventos. O tema desta edição será: O agro que produz, conecta e inspira.
Para realizar a inscrição e ter mais informações, acesse o site www.forumdoagronegocio.com
DIA DO GARIMPEIRO
Hoje, 21 de julho, é o dia nacional do garimpeiro. Quando falamos em garimpo, logo nos lembramos do Tibagi, o maior e mais importante rio da nossa região, que já foi um dos mais importantes do Brasil para a produção de diamantes.
Os primeiros registros de diamantes extraídos do Tibagi datam de meados do século 18. No tempo do Império, o rio já era famoso, tanto que Dom Pedro II, ao visitar a região de Ponta Grossa, em 1880, foi até as suas margens e deixou o seguinte registro em seu diário de viagem: “Molhei a mão direita nas águas do Tibagi e trago lembranças de suas margens – alguns raminhos e branca e fina areia onde não acharei diamantes…”
Os diamantes do Rio Tibagi predominaram na região dos municípios de Telêmaco Borba, Tibagi e Ortigueira, nos Campos Gerais do Paraná. Especialistas em Geologia dizem que foram necessários milhões de anos para que esses minerais se formassem e se depositassem no cascalho do leito do Tibagi e de seus afluentes.
Nos anos 1930, milhares de migrantes nordestinos chegaram à região para trabalhar no garimpo. Eles mergulhavam com escafandros, para trazer a tona o cascalho, em meio ao qual tentavam achar uma pedra preciosa. Arriscavam as próprias vidas em busca de um diamante que poderia trazer fortuna. Alguns desses equipamentos estão no Museu do Diamante, na cidade de Tibagi.
Entre 1982 e 1987, o governo do Paraná desviou uma parte do leito do rio para um projeto oficial de mineração. De acordo com o professor Antonio Liccardo, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, foram encontradas 6.741 pedras preciosas ao longo desse período, que foram vendidas em três lotes, rendendo 113.600 dólares aos cofres públicos.
Na primeira década do século 21, dezenas de balsas ilegais podiam ser encontradas flutuando no rio. Nelas, trabalhavam garimpeiros que encontravam pedras pequenas, de pouco valor comercial, mas capazes de alimentar o sonho da fortuna.
Quando a barragem da Usina Hidrelétrica Mauá, construída entre Telêmaco Borba e Ortigueira, alagou uma área de 84 quilómetros quadrados justamente onde mais eram encontrados os diamantes, a atividade praticamente cessou, mas nos afluentes da região, até hoje, de vez em quando a sorte sorri para alguém que insiste em ser um garimpeiro da região do Tibagi.




