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22 de agosto de 2026Sérgio Ribeiro
Redação Paiquerê
Uma obra de infraestrutura na Rua Guilherme Farel, na Gleba Palhano, zona sul de Londrina, foi embargada pelo Ministério do Trabalho e Emprego após a morte de um operário de 31 anos. O acidente aconteceu no último dia 14, durante a abertura de uma valeta para a implantação de um sistema de drenagem.
O trabalhador estava dentro da escavação quando houve um desmoronamento de terra. Ele ficou soterrado e morreu no local.
Após o acidente, uma fiscalização do Ministério do Trabalho identificou irregularidades consideradas graves no canteiro e apontou o descumprimento de normas de segurança. Entre os problemas encontrados estava a ausência de estruturas de contenção e escoramento nas paredes laterais da valeta.
O engenheiro Rodrigo Oliveira, auditor-fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego, participou da fiscalização e explica o que foi encontrado no local.
Segundo o laudo preliminar dos auditores-fiscais, a falta de estruturas adequadas para conter as paredes da escavação contribuiu para o desmoronamento. Durante a vistoria, os fiscais também constataram que a permanência de trabalhadores naquele trecho poderia representar risco iminente à integridade física.
Por esse motivo, além da apuração das causas do acidente, a fiscalização determinou a paralisação imediata das atividades.
Obra só poderá ser retomada após adequações
O embargo não será suspenso apenas com a retirada da interdição. Para que os serviços sejam retomados, será necessário adequar o projeto de engenharia e implantar as medidas de proteção coletiva previstas nas normas de segurança do trabalho.
Os documentos e relatórios produzidos durante a fiscalização serão encaminhados à Polícia Científica do Paraná e ao Ministério Público do Trabalho. O material deverá auxiliar na apuração das circunstâncias do acidente e de eventuais responsabilidades.
Enquanto as exigências não forem cumpridas, a intervenção permanece paralisada. A obra já provocava bloqueios parciais no trânsito da Rua Guilherme Farel, entre a PR-445 e a Avenida Prefeito Faria Lima.
O Ministério do Trabalho também deverá acompanhar as medidas adotadas para garantir que, em uma eventual retomada, os trabalhadores não sejam novamente expostos a riscos.
O embargo permanece até que as irregularidades apontadas sejam corrigidas e as medidas de segurança implantadas. A morte do operário também será apurada pelos órgãos competentes, que deverão avaliar as circunstâncias do soterramento e eventuais responsabilidades.




