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22 de outubro de 2026Sérgio Ribeiro
Redação Paiquerê
Uma parceria entre os governos federal e estadual, as prefeituras de Londrina e Cambé e instituições de pesquisa vai ampliar o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. O acordo foi assinado na manhã desta quinta-feira (22), na Prefeitura de Londrina, e prevê a soltura de mosquitos com a bactéria Wolbachia em 26 bairros localizados na região de divisa entre os dois municípios.
A estratégia utiliza a bactéria para reduzir a capacidade de transmissão dos vírus pelo Aedes aegypti. Segundo dados citados pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, a redução dos casos de doenças transmitidas pelo mosquito chega a 70% em regiões onde o método é aplicado.
Londrina já desenvolve ações com a tecnologia desde 2024. Com a parceria, o trabalho será ampliado para incluir bairros de Cambé, com atuação integrada das equipes dos dois municípios.
A previsão de aumento das chuvas associada ao fenômeno El Niño também reforça a preocupação com a proliferação do mosquito. O acúmulo de água favorece a formação de criadouros, o que torna necessária a intensificação das medidas de prevenção.
O secretário estadual da Saúde, César Neves, destacou a importância da estratégia diante do risco de aumento das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
Como funciona o método Wolbachia
A Wolbachia é uma bactéria encontrada naturalmente em diversas espécies de insetos. Quando presente no Aedes aegypti, ela dificulta a multiplicação dos vírus responsáveis por doenças como dengue, zika e chikungunya, reduzindo a capacidade de transmissão pelo mosquito.
Os insetos utilizados no projeto são criados em condições controladas, com acompanhamento técnico e científico, antes de serem soltos nas áreas contempladas. O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Diogo Charlegri, explicou o funcionamento do método e sua aplicação no combate às arboviroses.
A secretária municipal de Saúde de Londrina, Vivian Feijó, ressaltou a importância da participação conjunta das instituições envolvidas para viabilizar a iniciativa e organizar as atividades nos bairros atendidos.
Cambé também participa das ações
A Prefeitura de Cambé vai colaborar diretamente com a execução do projeto. O município disponibilizará funcionários da Secretaria Municipal de Saúde para auxiliar as equipes responsáveis pelas atividades de campo. Bairros da cidade também receberão mosquitos portadores da bactéria Wolbachia.
O prefeito de Cambé, Conrado Scheller, afirmou que a contribuição municipal estará concentrada principalmente no apoio de pessoal às ações de combate ao mosquito.
A ampliação do método representa mais uma frente de atuação contra as arboviroses na região. Apesar da nova estratégia, a participação da população continua sendo importante para prevenir a proliferação do Aedes aegypti.
Entre as principais medidas estão eliminar recipientes com água parada, manter caixas-d’água bem fechadas e evitar o acúmulo de água em quintais e terrenos. A expectativa é que a atuação conjunta de Londrina, Cambé e das instituições parceiras contribua para reduzir a transmissão da dengue, da chikungunya e de outras doenças.




