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A circulação de vírus respiratórios segue elevada em Londrina, com predominância da Influenza A e B e do Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O alerta consta no novo boletim epidemiológico sobre Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que aponta 30 mortes relacionadas às doenças respiratórias desde o início do ano e reforça a necessidade de vacinação.
Na semana epidemiológica 28, correspondente ao período de 5 a 11 de julho, o município registrou 46 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) que exigiram internação. Desse total, 22 pacientes eram adultos e 24 crianças de até 12 anos.
O boletim também confirma dois novos óbitos em relação à semana anterior. As vítimas foram dois homens com comorbidades: um de 88 anos, que morreu em decorrência de Influenza A, e outro de 53 anos, vítima do Vírus Sincicial Respiratório. Com isso, Londrina soma 30 mortes por doenças respiratórias em 2026, sendo nove por Influenza, seis por VSR e outras 15 sem identificação do agente causador.
A pressão sobre os serviços de saúde também permanece elevada. No Pronto Atendimento Infantil (PAI), referência municipal para urgências e emergências pediátricas, foram registrados 2.270 atendimentos na última semana. Destes, 1.131 estavam relacionados à síndrome gripal, o equivalente a 50% de todos os atendimentos realizados na unidade.
Já nas UPAs Sabará e Centro e nos Prontos Atendimentos União da Vitória, Leonor e Maria Cecília, foram contabilizados 13.567 atendimentos no mesmo período. Os casos de síndrome gripal representaram 2.754 atendimentos, cerca de 20% do total.
Segundo a diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Fernanda Fabrin, os dados mostram que os vírus respiratórios continuam oferecendo risco, principalmente para pessoas mais vulneráveis. Ela reforçou que a vacinação permanece sendo a principal estratégia para evitar casos graves, internações e mortes.
Além da imunização, a Secretaria Municipal de Saúde orienta que pessoas com sintomas respiratórios evitem contato com outras pessoas, mantenham a higiene frequente das mãos e utilizem máscara enquanto apresentarem sintomas, como forma de reduzir a transmissão dos vírus.
Cobertura vacinal ainda está abaixo da meta
A cobertura vacinal contra a gripe entre os grupos prioritários chegou a 57%, índice inferior à meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Entre os idosos, a cobertura é de 59%; entre as crianças, de 43%; e, entre as gestantes, o índice alcançou 129%, superando a estimativa inicial da população-alvo. A Secretaria de Saúde segue incentivando a população que ainda não se vacinou a procurar a unidade de saúde mais próxima ou os postos de vacinação extramuros.
Com Ncom




