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23 de setembro de 2026Wilhan Santin
Redação Paiquerê
A Integrada Cooperativa Agroindustrial realiza, no dia 25 de setembro, em Londrina (PR), a 1ª edição do AgroTec de Inverno – Região Norte. O evento reunirá cooperados, empresas parceiras, especialistas e equipe técnica da cooperativa em uma programação voltada à troca de conhecimento, apresentação de tecnologias e ao planejamento da próxima safra.
Com o tema “Soluções para cada safra”, o AgroTec terá um dia dedicado à atualização técnica e à discussão de temas estratégicos para a atividade agrícola, com conteúdos relacionados à cultura do milho, manejo, produtividade, gestão da propriedade e cenário de mercado.
Além da programação técnica, o AgroTec de Inverno contará com um Espaço de Negócios, reunindo empresas parceiras da cooperativa. O ambiente será destinado à apresentação de tecnologias, soluções e oportunidades, aproximando cooperados, equipe técnica e fornecedores.
A iniciativa integra as ações da Integrada voltadas à disseminação de conhecimento e inovação no campo, fortalecendo o relacionamento com os cooperados e oferecendo informações que apoiem o planejamento da atividade agrícola.
O AgroTec de Inverno | Safra 2027/27 começa às 8h30 da sexta-feira, 25 de setembro de 2026, Buffet Stylo Eventos, que fica na Estrada Antonio Pieroli, 150 – Londrina (PR).
Lácteos
Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com apoio da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), mostra que o mercado de lácteos no atacado paulista apresentou movimentos distintos entre os produtos acompanhados em agosto. Para o leite UHT, o preço médio avançou 0,45% em agosto, para R$ 4,89/litro. O movimento esteve atrelado à valorização da matéria-prima: em julho, o preço médio do leite cru pago ao produtor, considerando a “Média Brasil” do Cepea, foi de R$ 2,87/litro, alta de 4,65% frente a junho.
Sustentabilidade
Olha que interessante esta notícia que vem da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A professora Deize Dias Lopes, do Departamento de Construção Civil, está desenvolvendo o projeto “Estratégias e mecanismos integrados para a valorização energética de biomassa residual agroindustrial”, aprovado pela chamada do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, que investiga mecanismos envolvidos na conversão anaeróbia de biomassa residual de indústrias de produção de fécula em biohidrogênio e biogás. A pesquisa também busca otimizar estratégias de operação dos reatores para melhorar a eficiência do tratamento, estabilidade do processo e a recuperação de energia.
De acordo com dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o Paraná é o maior produtor de fécula de mandioca do Brasil: em 2025, o estado concentrou 67,6% da produção nacional.
A atividade utiliza grandes volumes de água e gera efluentes com alto potencial poluidor. Entre eles está a chamada água residuária de fecularia, altamente concentrada em matéria orgânica e rica em carboidratos. Segundo a pesquisadora, esse efluente pode apresentar uma concentração de matéria orgânica até 34 vezes superior à do esgoto sanitário.
Essa elevada carga orgânica faz com que o descarte sem tratamento adequado possa causar impactos ambientais. Quando chega aos rios, por exemplo, a água residuária favorece a proliferação de microrganismos, que utilizam a matéria orgânica disponível e consomem o oxigênio da água. “Esse efluente, quando atinge um corpo hídrico, como tem muita matéria orgânica, os microrganismos ali vão se proliferar, porque têm alimento, e nisso vão consumir o oxigênio do rio”, explica a professora.
Por outro lado, é justamente essa riqueza orgânica que torna o resíduo tão interessante do ponto de vista energético. A composição torna o efluente adequado para processos de fermentação, nos quais a matéria orgânica pode ser convertida em subprodutos como biohidrogênio e ácidos orgânicos.
A tecnologia estudada pela equipe é a digestão anaeróbia, processo no qual microrganismos degradam a matéria orgânica na ausência de oxigênio, resultando na produção de biogás. Durante essa etapa, o hidrogênio pode ser produzido em uma fase de fermentação e posteriormente consumido por microrganismos envolvidos na formação do metano.
A expectativa dos pesquisadores é contribuir para o desenvolvimento de alternativas de tratamento e recuperação de recursos a partir dos resíduos da produção de fécula de mandioca.
Os nossos parabéns à professora Deize Dias Lopes e os votos de sucesso no projeto.




