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26 de outubro de 2026Sérgio Ribeiro
Redação Paiquerê]
O Brasil registrou 741 feminicídios entre janeiro e julho de 2026, segundo dados citados na cobertura do tema. O número representa uma média de aproximadamente quatro mulheres assassinadas por dia em crimes classificados como feminicídio. Diante desse cenário, o governo federal aposta na ampliação da rede de atendimento, no fortalecimento das medidas protetivas e na integração entre os órgãos públicos para combater a violência contra as mulheres.
Durante a cobertura das eleições de domingo (25), em Londrina, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, conversou com a reportagem da Paiquerê 91,7 e destacou as ações do governo federal para enfrentar o problema. Entre as iniciativas está o Pacto Brasil contra o Feminicídio, que reúne os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em medidas de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização dos agressores.
A estratégia prevê o fortalecimento das medidas protetivas, operações policiais para prender agressores e a expansão de estruturas de acolhimento, como as Casas da Mulher Brasileira e os Centros de Referência da Mulher Brasileira. Na entrevista, a ministra também ressaltou a importância de promover mudanças culturais para evitar que a violência contra as mulheres seja naturalizada.
Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam que o Brasil registrou 741 feminicídios no primeiro semestre de 2026, contra 760 no mesmo período de 2025, uma redução de 2,5%. Apesar da queda nacional, o cenário apresenta diferenças regionais, e o Paraná registrou aumento dos casos nos primeiros seis meses deste ano.
Em 2025, o estado contabilizou 87 feminicídios, ante 109 em 2024, uma redução de 20,2% na comparação anual.
Para ampliar a assistência às vítimas, o governo federal também prevê a abertura de uma Casa da Mulher Brasileira e a implantação de um Centro de Referência da Mulher Brasileira em municípios contemplados pela iniciativa. As estruturas oferecem acolhimento, atendimento psicossocial e orientação para mulheres em situação de violência.
Outra ferramenta de atendimento é o Ligue 180, serviço gratuito que funciona 24 horas por dia e recebe denúncias, além de fornecer informações sobre os serviços disponíveis. Segundo Márcia Lopes, a expectativa para 2027 é dar continuidade à expansão da rede de proteção, fortalecer as ações preventivas e melhorar a integração entre os serviços públicos.
O enfrentamento ao feminicídio exige atenção permanente, já que esse tipo de crime pode ser precedido por ameaças, agressões e outras formas de violência. A identificação dos sinais de risco, a denúncia e o acesso rápido aos serviços de proteção são fundamentais para evitar o agravamento dessas situações.
O Ligue 180 recebe denúncias gratuitamente e orienta mulheres em situação de violência. Em casos de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190. O combate ao feminicídio envolve prevenção, investigação, responsabilização dos agressores e proteção efetiva às vítimas.




